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Problemas respiratórios são os mais comuns durante o frio

Fonte: site www.clicrbs.com.br, em 22 de Junho de 2010.

A temperatura começa a dar sinais de que o inverno está chegando, e traz junto com ele uma série de doenças chatas, que geralmente aumentam a sinfonia de espirros e o consumo de lenços de papel, mas podem trazer complicações bem mais graves. Por isso, o melhor é conhecer estas doenças e tentar se manter o mais longe delas possível, tomando medidas simples para combatê-las antes que se instalem no organismo.

A “culpa” da proliferação das doenças de inverno não é só do frio. Mudanças de hábito decorrentes dele também favorecem os problemas respiratórios. Geralmente, no inverno, as pessoas bebem bem menos líquido, porque não sentem sede (já que transpiram muito menos), mas o organismo segue precisando da mesma quantidade de água, importante para controlar a circulação sanguínea, composição das células, músculos e respiração. A hidratação também é importante para manter as mucosas úmidas e auxiliar na barreira que elas criam contra os micro-organismos. Para ajudar nisso, vale também usar soro fisiológico nos olhos e no nariz. E não adianta compensar a falta de água no banho! Os banhos não devem ser muito prolongados (mais de 20 minutos) e a temperatura deve variar entre os 29° a 37°. Por melhor que possam parecem os banhos escaldantes, eles causam o ressecamento da pele por eliminar, com a ajuda do uso de sabonetes, uma camada protetora e superficial da pele rica em gordura, que serve como proteção. E isso, aliás, serve para o ano inteiro.

Outro hábito nada saudável, é que as pessoas tendem a ficar dentro de casa se "escondendo do frio" com portas e janelas fechadas. Pior ainda é estar em locais públicos fechados, como shoppings, cinemas, etc. Se isso for inevitável, passe o menor tempo possível e, em ônibus, por exemplo, tente abrir pelo menos uma fresta da janela. Em casa, aproveite os dias ensolarados para abrir bem as janelas e pôr as cobertas no sol.

Prefira lavar suas roupas também nos dias de sol (tente não deixar as roupas úmidas por dias dentro da área de serviço, mesmo que seja mandando-as para a lavanderia). A roupa que demora para secar cria fungos que despertam a rinite, mesmo que eles não sejam visíveis a olho nu. As roupas que passaram o verão todo no armário, especialmente cobertas e peças pesadas, como as de lã, precisam passar, no mínimo, um dia no sol, antes de serem usadas. O ideal é lavá-las com água quente e algum produto antifúngico, secá-las ao sol e depois passá-las a ferro quente. Tudo isso garante a eliminação dos fungos e ácaros que despertam a rinite e a asma. Outro “vilão” da rinite é a poeira, por isso, tenha mais cuidado ainda com a limpeza da casa e, no dia da faxina, evite varrer, que “levanta” o pó. Prefira passar um pano úmido com detergentes específicos para essa finalidade.

Quem mata a academia no inverno também está mais sujeito às doenças. Os exercícios físicos, sobretudo os aeróbicos, como nadar, correr e caminhar, são especialmente importantes no frio, porque aumentam a capacidade respiratória. Isso ajuda muito quem tem doenças pulmonares, como asma e bronquite. Isso também ajuda a não engordar, já que é comum sentir mais fome no inverno. Com a perda de energia para o meio externo, o organismo humano acaba necessitando de mais calorias, o que acaba sendo interpretado, pelo cérebro, como uma necessidade maior de alimentos, especialmente os gordurosos. O risco é que antes de usarmos nossas reservas calóricas, acabemos por adquirir uns quilinhos a mais com a ingestão maior de alimentos.

Por fim, o último conselho: a auto-medicação é perigosa. Analgésicos, antialérgico, descongestionante, antitérmicos e até vitamina C não devem ser tomados sem prescrição médica, pois além do risco de efeitos colaterais, é possível que você seja alérgico a algum componente ou ainda, que este remédio mascare algum sintoma que dificulte o diagnóstico real da doença. Por isso, antes de dar aquele grito no escritório dizendo “alguém aí tem um remédio para dor de cabeça?”, lembre-se dos perigos que isso pode oferecer. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 23% das internações hospitalares no Brasil estão relacionadas ao mau uso de medicamentos. No mundo, essa taxa é de 10% - o que já é considerado bem alto.

Mas a medida mais simples, que previne todas as doenças infecciosas, respiratórias ou não, é lavar as mãos com muita frequência. Esse hábito cresceu muito no Brasil no ano passado, depois do surto da Gripe A, e não deve ser abandonado, mesmo com a vacinação deste ano.

Asma

A asma é uma inflamação do pulmão e das vias aéreas que provoca inchaço e estreitamento dos brônquios, o que dificulta a passagem do ar. Ela é uma doença de fundo alérgico, com diversos fatores desencadeantes, como substâncias ou produtos que irritam as vias aéreas (pó, produtos de limpeza, perfumes, etc.), infecções virais, atividade física intensa e até fatores emocionais. É conhecida por ser uma doença comum em crianças, mas pode surgir em adultos a partir de infecções por vírus e bactérias.

Os sintomas mais frequentes durante uma crise de asma são a tosse, o chiado na expiração, a falta de ar e a sensação de aperto ou opressão no peito, podendo variar de intensidade conforme cada caso. É comum um quadro de asma ter início com crises leves, de pouca duração, que cedem facilmente. A cada inverno, no entanto, os ataques podem tornar-se mais intensos e demorados, até se tornarem contínuos.

Amigdalite

É uma inflamação das amídalas, duas pequenas “bolinhas” no fundo de nossa garganta. Pode ser causada por vírus ou por bactérias. Os sintomas são dor de garganta, dor ao engolir, febre, mau hálito e, às vezes, inchaço dos gânglios do pescoço.

Otite (ou dor-de-ouvido)

É uma infecção bacteriana do ouvido médio, que fica entre o tímpano e o ouvido interno, muito comum em crianças. Normalmente, vírus e bactérias que infectaram a garganta migram até o ouvido e provocam a doença.

Bronquite

É uma inflamação dos brônquios, que causa inchaço das mucosas e impede a chegada do ar aos pulmões. A forma aguda é causada por vírus e bactérias. A crônica é recorrente e não necessariamente fruto de infecção. É comum confundir bronquite e asma, mas bronquite gera tosse seca com chiado seguida por tosse com eliminação de catarro, ao contrário da asma, que apresenta apenas tosse seca. A presença de febre também indica a bronquite.

As origens da bronquite podem variar desde as mais comuns, como a gripe, até o cigarro, a poluição e a inalação de gases tóxicos. Nas crianças com dificuldades imunológicas, as crises de bronquite geralmente surgem uma atrás da outra, mas o problema agrava-se quando o processo inflamatório fica crônico.

Pneumonia

É uma infecção aguda dos pulmões, causada por bactérias, vírus ou fungos. Os alvéolos pulmonares ficam cheios de pus, além de muco e líquidos. Assim, o oxigênio encontra dificuldade em atingir o sangue e, dependendo da gravidade, a pneumonia pode ocasionar a falta de ar. Normalmente, ocorre quando há falha nas defesas do organismo e pode surgir após uma gripe ou uma bronquite fortes. Os sintomas são tosse com catarro, dor no tórax (às vezes, também nas costas, as chamadas “pontadas”), calafrios, palidez e febre alta.

Rinite

A rinite alérgica normalmente é causada após o contato com poeira, mofo, cheiros fortes, produtos químicos, cigarro, mudanças de temperatura e umidade. O quadro de rinite tem evolução crônica, com períodos de melhora e piora. Os sintomas vão desde coriza, espirros, coceira no nariz até obstrução nasal. Quase um terço da população brasileira sofre com esta doença, sobretudo no inverno.

Sinusite

É a inflamação da mucosa que reveste os chamados “seios da face”, cavidades do crânio em torno do nariz, causada por alergias ou infecções virais e bacterianas. Os principais sintomas são dor de cabeça, inchaço nas pálpebras, nariz entupido e dor nos olhos.

Gripe

É uma infecção causada pelos vírus influenza, que são mutantes. Doença altamente contagiosa, pode causar entupimento das vias aéreas, inflamação na garganta, dor muscular, dor de cabeça, febre alta, calafrios, fraqueza, tosse seca, espirros e coriza.

Resfriado

Muito confundido com a gripe, é uma infecção bem mais leve do nariz e da garganta, causada por outros vírus. Seus sintomas são dor de garganta, coriza, obstrução do nariz, dores pelo corpo, rouquidão e dor de cabeça.

 

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