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Vitamina E reduz o risco de tromboembolismo venoso em mulheres predispostas

Fonte: Revista Ação Magistral

Resultados de um estudo randomizado com duração de 10,2 anos envolvendo 39.876 mulheres¹

Circulation. 2007 Sep 25;116(13):1497-503. Epub 2007 Sep 10.

O tromboembolismo venoso (TEV) é um acontecimento comum e clinicamente grave, com incidência relacionada à idade, e de aproximadamente 1 caso em 1.000, para pessoas com idade média de 50 anos, e em 5 casos em 1.000, para pessoas com idade média de 75 anos¹

Circulation. 2007 Sep 25;116(13):1497-503.Epub 2007 Sep 10

Tanto pesquisas de área básica quanto estudos epidemiológicos observacionais confirmam a hipótese que a vitamina E pode inibir os danos oxidativos e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares e câncer.¹

Circulation. 2007 Sep 25;116(13):1497-503. Epub 2007 Sep 10

A suplementação de vitamina E pode antagonizar a vitamina K em adultos audáveis¹, exercendo importante efeito anticoagulante. Estudos em animais demonstraram que esse efeito é observado quando há baixa ingestão de vitamina K. No geral, a vitamina E pode inibir a vitamina K, dependendo também dos fatores de coagulação. Adicionalmente, a vitamina E reduz a aderência plaquetária, entretanto, não parece afetar o tempo de coagulação em seres humanos saudáveis.²

Circulation. 2007 Sep 25;116(13):1497-503.Epub 2007 Sep 10.

Estudo Clínico

Efeitos da alocação randômica para a suplementação de vitamina E na ocorrência de tromboembolismo venoso: relato do Women’s Health Study ¹ >

Estudo publicado no renomado periódico Circulation teve como objetivo avaliar se a suplementação de vitamina E reduz o risco de tromboembolismo venoso (TEV) em mulheres com idade >/= a 45 anos. O Women´s Health Study randomizou 39.876 mulheres para receber, em dias alternados:

Grupo 1
Vitamina E 600 UI

Grupo 2
Placebo

Antes da randomização, 26.779 participantes tiveram amostras de sangue coletadas, que foram utilizadas para determinar o fator V de Leiden, a protrombina G20210A e os polimorfismos MTHFR 677CT. O TEV documentado incluindo trombose venosa profunda ou embolismo pulmonar) e o TEV não provocado (nenhuma cirurgia recente, trauma ou diagnóstico de câncer) foram avaliados, prospectivamente, e foram considerados endpoints  secundários.

Resultados

• Durante um período médio de acompanhamento de 10,2 anos, o TEV ocorreu em 482 pacientes, sendo 213 pertencentes ao grupo suplementado com vitamina E e 269 pertencente ao grupo placebo. A redução de risco de 21% para a ocorrência do TEV (risco relativo, 0,79; IC 95%, 0,66 a 0,94; P=0,010) foi significativa;

• Em relação ao TEV não provocado, a redução de risco foi de 27% (risco relativo, 0,73; IC 95%, 0,57 a 0,94;P=0,016);

• Na análise de subgrupos, 3% das participantes que reportaram TEV antes da randomização apresentaram 44% de redução de risco (risco relativo, 0,56; IC 95%, 0,31 a 1,00; P=0,048), enquanto as pacientes que não apresentaram a TEV anteriormente apresentaram uma redução de risco de 18% (risco relativo, 0,82; IC 95%, 0,68 a 0,99; P=0,040);

• As pacientes com o fator V de Leiden ou com a mutação de protrombina apresentaram redução de risco de 49% quando a suplementação de vitamina E foi administrada (risco relativo, 0,51; IC 95%, 0,30 a 0,87; P=0,014).

Conclusão

Esses dados sugerem que a suplementação de vitamina E pode reduzir o risco de TEV em mulheres. Tanto as mulheres com histórico anterior de TEV quanto as mulheres com predisposição genética puderam particularmente se beneficiar da suplementação.

Circulation. 2007 Sep 25;116(13):1497-503.Epub 2007 Sep 10.

Um outro estudo, publicado no periódico Current Opinion in Lipidology, reforça a relevância da vitamina E mostrando que entre 29.092 homens que participaram do estudo Alpha- Tocopherol, Beta-Carotene Cancer Prevention, os homens com maiores níveis, comparados aos com menores níveis séricos de alfa-tocoferol, apresentaram significativamente menores incidências de mortalidade total e causa-específica. Novos resultados do Women’s Health Study apoiam o papel dos suplementos de vitamina E em diminuir o risco de morte súbita por doença cardiovascular e por tromboembolismo. O estudo comprovou que a diminuição da incidência de doença crônica está associada à ingestão dietética de vitamina E por um longo período; e mostrou que mais de 90% dos americanos não consomem a quantidade diária mínima recomendada de vitamina E (15 mg/dia).

Curr Opin Lipidol. 2008 Feb;19(1):30-8.

Referências bibliográficas

¹ Glynn RJ, Ridker PM, Goldhaber SZ, Zee RY, Buring JE. Effects of random allocation to vitamin E supplementation on the occurrence of venous
thromboembolism: report from the Women’s Health Study. Circulation. 2007 Sep
25;116(13):1497-503. Epub 2007 Sep 10. PMID: 17846285 [PubMed - indexed for MEDLINE]
² MedScape Medical News. Vitamin E May Protect Against Venous Thromboembolism in Women? Disponível em: http://www.medscape.com/
viewarticle/562707. Acessado em: 22/04/2009.
³ Traber MG, Frei B, Beckman JS. Vitamin E revisited: do new data validate benefits for chronic disease prevention? Curr Opin Lipidol. 2008 Feb;19(1):30-8. PMID: 8196984 [PubMed - indexed for MEDLINE]

 

Sugestão de formulação

Circulation. 2007 Sep 25;116(13):1497-503. Epub 2007 Sep 10.

Vitamina E
Vitamina E ...................................... 600 UI
600 UI, em dias alternados.

 

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