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Saúde x Obesidade
O que é e quais os tipos de obesidade?

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a obesidade é uma doença em que o excesso de gordura corporal acumulada pode atingir graus capazes de afetar a saúde.
É uma doença crônica, com enorme prevalência nos países desenvolvidos, atinge homens e mulheres de todas as etnias e de todas as idades, reduz a qualidade de vida e tem elevadas taxas de morbidade e mortalidade.
A obesidade acarreta múltiplas consequências graves para a saúde.
Os tipos são: Obesidade andróide, abdominal ou visceral - quando o tecido adiposo se acumula na metade superior do corpo, sobretudo no abdómem. É típica do homem obeso. A obesidade visceral está associada a complicações metabólicas, como a diabetes tipo 2 e a dislipidemia e, a doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, a doença coronária e a doença vascular cerebral, bem como à síndrome do ovário polissístico e a disfunção endotelial (ou seja deterioração do revestimento interior dos vasos sanguíneos). A associação da obesidade a estas doenças está dependente da gordura intra-abdominal e não da gordura total do corpo.
Obesidade do tipo ginóide - quando a gordura se distribui, principalmente, na metade inferior do corpo, particularmente na região glútea e coxas. É típica da mulher obesa.

O que causa a obesidade?

O excesso de gordura resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia dispendida. Os fatores que determinam este desequilíbrio são complexos e podem ter origem genética, metabólica, ambiental e comportamental.
Uma dieta hiperenergética, com excesso de gorduras, de hidratos de carbono e de álcool, aliada a uma vida sedentária, leva à acumulação de excesso de massa gorda.
Existem provas científicas que sugerem haver uma predisposição genética que determina, em certos indivíduos, uma maior acumulação de gordura na zona abdominal, em resposta ao excesso de ingestão de energia e/ou à diminuição da atividade física.

Quais são os fatores de risco?

Vida sedentária - quanto mais horas de televisão, jogos eletrônicos ou jogos de computador, maior a prevalência de obesidade;
Zona de residência urbana - quanto mais urbanizada é a zona de residência maior é a prevalência de obesidade;
Grau de informação dos pais - quanto menor o grau de informação dos pais, maior a prevalência de obesidade;
Fatores genéticos - a presença de genes envolvidos no acúmulo do peso aumenta a susceptibilidade ao risco para desenvolver obesidade, quando o indivíduo é exposto a condições ambientais favorecedoras, o que significa que a obesidade tem tendência familiar;
Gravidez e menopausa podem contribuir para o aumento do armazenamento da gordura na mulher com excesso de peso.

Que consequências para a saúde acarreta a obesidade?

Hipertensão arterial, arteriosclerose, insuficiência cardíaca congestiva e angina de peito;
Hiperlipidemia, alterações de tolerância à glicose, diabetes tipo 2, gota;
Dispnéia (dificuldade em respirar) e fadiga, síndrome de insuficiência respiratória do obeso, apnéia de sono (ressonar) e embolismo pulmonar;
Esteatose hepática, litíase vesicular (formação de areias ou pequenos cálculos na vesícula) e carcinoma do cólon;
Infertilidade e amenorréia (ausência anormal da menstruação), incontinência urinária de esforço, hiperplasia e carcinoma do endométrio, carcinoma da mama, carcinoma da próstata, hipogonadismo hipotalâmico e hirsutismo;
Osteoartroses, insuficiência venosa crônica, risco anestésico, hérnias e propensão a quedas.
A obesidade provoca também alterações socio-econômicas e psicossociais:
Discriminação educativa, laboral e social;
Isolamento social;
Depressão e perda de auto-estima.

Como se previne a obesidade?

Dieta alimentar equilibrada;
Atividade física regular;
Modo de vida saudável.

 

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